Até aqui, tudo parece ser normal e inofensivo, certo?
Bom...e na volta para a casa? O expediente acabou, ou você continua conectado
como uma "máquina"? Aí começa a definição
do "tecnoestresse".
Faça um teste, aproveitando os feriados que você
tem à frente: nas suas horas vagas você consegue mesmo relaxar?
Mania nem sempre é inofensiva
O hábito de estar permanentemente ligado parece inofensivo e até
saudável, considerando-se que a busca pela informação garante
bons resultados para o profissional. No entanto, como tudo em exagero se torna
um perigo, é sempre importante observar os sinais de alerta!
Você usa a tecnologia a seu favor ou virou escravo dela?
Saindo do escritório, o rádio no carro continua ligado nas notícias?
No caminho para casa, você "desconecta" e procura diversão,
seja com familiares ou amigos, ou corre novamente para o computador ou para
o telejornal?
Quais os seus planos para os próximos feriados, já
que o calendário deste ano está mesmo repleto deles: vai curtir
sua casa e relaxar, ou pegar as malas e se divertir na praia ou campo? Seja
qual for a situação, faça seu teste: consegue se desvencilhar
do celular? Pode deixar seus e-mails fechados até a próxima segunda-feira?
Pode deixar seu notebook de lado e simplesmente curtir um dia inteiro de folga?
Síndrome é objeto de estudo
Para quem acha tudo isso um exagero, vale o alerta. O assunto tem sido objeto
de estudo no País desde o ano passado, conhecido também como "síndrome
de excesso de informação". Já nos Estados Unidos,
há vinte anos se fala neste tema!
Pesquisa realizada pela Isma-BR (International Stress Management
Association), entidade voltada à pesquisa e desenvolvimento de prevenção
e tratamento do estresse no mundo todo, ouviu 1.200 profissionais entre 25 e
55 anos de São Paulo e Porto Alegre.
De acordo com o estudo, 60% dos entrevistados afirmaram ter
alguma seqüela provocada pelo mal. Os sintomas são vários:
angústia, falta de concentração, agressividade, distúrbios
do apetite, dores musculares, cansaço e alterações no sono.
Outro dado da pesquisa, divulgada pelo boletim informativo do
CRA-SP (Conselho Regional de Administração), em sua edição
de março, surpreende: para os entrevistados, a perda de informações
no computador é um processo mais estressante do que a perda do emprego
ou mudança de residência!
Fique de olho nos principais "sintomas"
Alguns sinais do dia-a-dia podem ajudá-lo a identificar se você
deve agir com mais cautela em relação à tecnologia.
O que acontece quando você, em casa ou no trabalho, liga
seu computador e ele simplesmente "não responde"? No caso de
uma conexão lenta de Internet, qual a sua reação ao ver
o tempo passar e o site desejado não dar o mínimo sinal de aparecer
na tela?
Quantas vezes por dia verifica as mensagens recebidas por e-mail?
Nas suas horas "vagas", passa seu tempo programando contatos e números
de telefone em seu celular para poder fazer as ligações mais rápido?
Quando vai viajar, seu notebook é o primeiro item da
bagagem? Compare o tempo dedicado ao seu computador e aos seus filhos, pais,
amigos ou cônjuges: quem sai ganhando nesta "disputa"?
Considera-se escravo da tecnologia? Isso implica em dizer que
você não pode ficar por fora de nenhum lançamento, e não
se conforma quando enfrenta alguma dificuldade ao lidar com novos programas!
Como driblar o problema
A psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR, também em
entrevista ao CRA, destaca que é possível reverter o jogo. O profissional
deve verificar se apresenta algum tipo de comportamento de risco, como o uso
diário do notebook. O ideal, em seguida, é impor a si mesmo limites
para a utilização dos recursos tecnológicos (horários,
tempo de uso etc).
Outra forma é buscar o relaxamento constante, praticar
alguma atividade física e dedicar parte do seu tempo aos relacionamentos
pessoais, seja em família ou com amigos.
Aproveite melhor seus momentos de lazer e...relaxe!
Fonte: Uol.com.br